O primeiro passo é definir as prioridades. Liquidar primeiro as antiguidades é um passo certo a dar mas se vamos ficar com o bom nome colocado em causa mais vale tirar da cabeça os problemas menores, como as prestações mais baixas. Se possível é pagar o máximo de prestações a ficarem vencidas tendo sempre no pensamento que não podemos ficar sujeitos a penas das prestações mais altas. Os juros vão ter um peso concreto na nossa carteira mais tarde e para não existirem dúvidas mais vale separarmos o que é urgente do que é importante:
1º) Avaliar quais os encargos adicionais de cada prestação (juros) e pagar o quanto antes os que nos podem queimar. Este sim é o passo mais urgente para não criar uma bola de neve nos meses que se irão suceder.
2º) Toda a prestação da qual tenhamos noção de que não conseguiremos pagar terá um passo fundamental se contactarmos a Entidade Bancária envolvida. Quanto mais cedo melhor e muitas das vezes podem ser-nos apresentadas melhores condições (ex: prestação mais baixa por um período maior) sendo que se for o cliente a reportar a situação fica sempre melhor visto por ter pré-assumido um problema e estar a dar a cara para o resolver. Esquecer o assunto é o pior que se faz porque os Bancos funcionam também muito à base da credibilidade do cliente.
3º) Caso várias prestações tenham a mesma agravante o ideal será liquidar o máximo possível, sendo que a prioridade é enterrar o assunto no maior número de encargos possível. Em vez de termos 5 problemas para resolver poderemos apenas estar a lidar com um de maior valor o que nos tirará bastantes dores de cabeça.
4º) Nunca, mesmo nunca, deixar um plano para o resolver para depois. Se não podemos pagar, tudo bem, mas não nos podemos alienar a uma possível solução e mais vale começar a tratar já do assunto.
5º) Muitas dívidas multiplicam-se em cartões de crédito sendo que a facilidade na obtenção do mesmo não deixa muitas das vezes o cliente analisar com calma sendo ofuscado pela oportunidade do dinheiro fácil. Pode-se até ter acesso a um pequeno crédito em cartão que sirva para um bom propósito (apenas em caso de dar para liquidar todos os pequenos créditos existentes) mas caso não se consiga liquidar o total das dívidas com este método, mesmo que por 1€, vamos incentivar a mais uma bola de neve criada podendo chegar a situações catastróficas. O ideal será desaparecer com os cartões de dívidas antigas para não existir a tentação de os voltar a utilizar para mais dinheiro... supostamente fácil.
Portugal é certo que não é considerado como a "Terra das Oportunidades" nos dias que correm mas desde não ter um tostão ao final do mês, prestações ficarem por pagar ou até à procura de um novo emprego há uma palavra que não pode fugir ao vocabulário: Motivação!
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
A situação já se alastrou ao ponto de não dar para tomar medidas prévias. O que fazer?
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Posso juntar os meus créditos apenas num só?
Aqui é a parte mais delicada. Apenas algumas entidades financeiras o podem fazer com fiabilidade total para a segurança do cliente. O ideal será pesquisar na própria zona de residência ou a partir do balcão de atendimento por mais informações pois o que se vê mais no mundo da internet são intenções fraudulentas aproveitando a situação débil das pessoas para que assinem contractos "em cima do joelho". Muitas das vezes é pedida a situação de emprego (Recibos de vencimento, IRS) e quase sempre é indicado que o crédito foi pré-aprovado. Mediante um pagamento inicial (normalmente 150€) será dado andamento ao processo e é aqui que as pessoas são burladas. O valor desaparece e ou não são contactadas ou recebem um aviso de que o processo foi negado. Esta situação tem-se alastrado muito depressa em Portugal e o cidadão com mais dificuldades é que sofre o conto do vigário. Enquanto não saírem decretos-lei com força suficiente para punir este estilo de parasitismo empresas fantasma, burlões e inconscientes da ética sairão sempre a ganhar caso não tenhamos os olhos bem abertos.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Sou mal pago(a) e quero um emprego onde possa ganhar mais dinheiro ao fim do mês!
O ideal será sempre procurar novo emprego, estando empregado ou até recém empregado. Se há coisa aleatória que faz feliz qualquer pessoa é a oportunidade e por vezes basta um click ou até um telefonema para encontrarmos uma ocupação que nos faça mais feliz. Nunca devemos sair do nosso posto de trabalho pelo nosso próprio pé por estarmos fartos. Podemos sair por vontade da entidade patronal ou se tivermos algum motivo legal que nos faça manter os nossos direitos. A partir do momento que rescindimos por pura vontade os direitos (financeiros ou até na atribuição do subsídio de desemprego) desaparecem e apenas é uma hipótese viável se num futuro imediato já tivermos condições de empregabilidade que nos salvaguardem os honorários mensais.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Estou desempregado(a) e não tenho dinheiro. E agora?
Caso o subsídio de desemprego não se aplique o urgente torna-se prioritário em relação ao importante e a solução passa por se tentar um ramo equivalente ao que se fazia, seja em empresas locais ou até regionais caso a distância da residência não incida directamente nos gastos extra que se poderá ter. Alguns passos tornarão mais fáceis estratégias benéficas para a pessoa envolvida:
1) Ter um computador (preferencial) ou um smartphone com acesso à internet. Caso seja uma hipótese financeiramente inviável a solução pode passar por pedir um portátil a alguém conhecido que o possa dispensar algum tempo por dia. Hoje em dia existem bastantes zonas com Wi-Fi grátis que podemos utilizar sem gastar dinheiro.
2) Criar uma conta de Email. Para respostas a anúncios online é pedido muitas vezes o registo com conta de e-mail. Além do contacto telefónico quantas mais opções dermos para que entrem em contacto connosco, melhor.
3) Criar um CV (Curriculum Vitae), imprimir umas quantas cópias e tê-lo armazenado no computador para respostas online. Algumas vezes ouvimos "Entraremos em contacto brevemente" que não se tornam reais mas quanto mais semearmos, física e informaticamente, mais oportunidades teremos criadas para que surja uma simbiose entre um posto de trabalho e nós. Para maior facilidade poderá ser consultado o link: http://europass.cedefop.europa.eu/pt/documents/curriculum-vitae
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Encontro-me com subsídio de desemprego e procuro trabalho. Que passos a tomar?
Caso tenhamos alguma riqueza financeira (por pagamento de direitos aquando o despedimento) ou estejamos a receber algum tipo de subsídio mensal estamos ainda longe do fim do mundo. Embora não seja a altura ideal para imaginar grandes vidas podemos, com calma, analisar todas as hipóteses que temos em cima da mesa e, assim, escolher o melhor tendo um mínimo de hipótese de arrependimento futuro:
1) Agarrar numa folha de papel e traçar um risco a meio, de cima a baixo. De um lado escrevemos no que realmente somos bons. O que sabemos fazer, onde nos sentimos à vontade, as áreas que dominamos seja em lazer ou até com ritmo profissional. Do outro lado escrevemos o que o mercado nos tem para oferecer. Poderemos analisar as áreas em crescimento no país, as empresas da zona que mais cresceram e mais estabilidade têm ou até procurando perto da área de residência quais os projectos onde nos poderíamos ver envolvidos profissionalmente.
2) Trabalhar por conta de outrém. É o método mais fácil e sem chatices. Fazemos o nosso trabalho e recebemos ao fim do mês sem outras preocupações. Aqui o envio de currículos um processo bastante fundamental ao sucesso da procura de trabalho.
3) Trabalhar por conta própria. Se for viável poderemos ter o nosso próprio negócio. Agarrando num nicho de mercado podemos ter uma ideia que preencha uma lacuna num tipo de negócio e andar para a frente. Hoje em dias há sites que falam em abrir empresas na hora com capitais de 1000€ e podemos até levantar esse capital (depósito obrigatório) uma hora depois mas o problema é quando tratamos das despesas ao fim do mês seja com os empregados, seja para a subsistência do negócio. Se estivermos a receber do fundo de desemprego poderemos até levantar o valor que teríamos direito até ao final do período em vigor e, apresentando um projecto, andar para a frente com um possível negócio. Esta opção, sendo a que levanta maior risco, convém ser amplamente analisada e com todo o cuidado, aprender o máximo de informação para que não restem dúvidas. Se houver um amigo que tenha criado um negócio, melhor. É esclarecer as dúvidas com ele. Para este valor monetário da Segurança Social é sempre necessário existir viabilização num projecto. Para quem tenha capital próprio pode obter mais informação a partir de uma Incubadora de Empresas.
4) Trabalhar lá fora. Há que saber o país onde se quer trabalhar e o custo de vida associado ao ordenado. Em países com um custo de vida inferior um ordenado de 500€ pode ser bastante bom mas não dá para criar um pé de meia para poder voltar um dia para Portugal com alguma independência financeira. Países que ofereçam uma melhor remuneração e com um custo de vida superior são normalmente apreciados por quem quer trabalhar no estrangeiro alguns anos e voltar para cá com um bom pote monetário, ou então mandando vir dinheiro a familiares que se encontrem em dificuldades por terras lusitanas. O ponto crucial a tirar daqui é compatibilizar o custo com o ordenado para se ter uma real noção de se é benéfico arriscar por este caminho.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Tenho uma entrevista de emprego! Quais os passos a tomar?
Há um cliché criado nas entrevistas de emprego em que numa conversa formal a pessoa do outro lado da mesa nos julga por aquilo que somos e tem uma posição autoritária naquele ambiente o que nos deixa um pouco nervosos. Vários passos a tomar para que o habitat também seja nosso:
1) A roupa também é importante. Não temos de vestir sempre da mesma forma e se formos a uma entrevista para um escritório não convém ir de fato de treino mas se formos a uma entrevista para trabalhar numa quinta também não devemos ir de fato e gravata. Consoante a área escolhida a vestimenta poderá variar mas o importante é estarmos confortáveis connosco próprios.
2) Na apresentação, um aperto de mão firme é meio caminho andado para mostrar a nossa auto-confiança a quem nos poderá empregar. A firmeza neste tipo de cumprimento poderá dizer que somos decididos e não trememos a qualquer obstáculo que apareça. Um aperto de mão mais solto pode mostrar de nós que somos indecididos, temos medo de algo ou até que estamos ali por obrigação e queremos ir embora. Basta que interpretemos isto como na nossa vida social e poderemos aprender a partir daí.
3) "Eu estou aqui porque me queres empregar e tu não estás aí porque eu procuro emprego!" É nisto que temos de pensar no momento para uma boa entrevista. Se não der partimos para outra. O pior passo é inferiorizarmo-nos ao nosso medo e deixarmos que o nosso destino se decida por si.
4) Tirar todas as dúvidas no dia "0". Deixar tudo a limpo de maneira a que não restem esclarecimentos depois de sairmos dali. É fundamental também saber o ordenado mas não deixar que este assunto anteceda os restantes para não darmos um ar de quem está ali apenas pelo dinheiro. Tudo a seu tempo.
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