Caso tenhamos alguma riqueza financeira (por pagamento de direitos aquando o despedimento) ou estejamos a receber algum tipo de subsídio mensal estamos ainda longe do fim do mundo. Embora não seja a altura ideal para imaginar grandes vidas podemos, com calma, analisar todas as hipóteses que temos em cima da mesa e, assim, escolher o melhor tendo um mínimo de hipótese de arrependimento futuro:
1) Agarrar numa folha de papel e traçar um risco a meio, de cima a baixo. De um lado escrevemos no que realmente somos bons. O que sabemos fazer, onde nos sentimos à vontade, as áreas que dominamos seja em lazer ou até com ritmo profissional. Do outro lado escrevemos o que o mercado nos tem para oferecer. Poderemos analisar as áreas em crescimento no país, as empresas da zona que mais cresceram e mais estabilidade têm ou até procurando perto da área de residência quais os projectos onde nos poderíamos ver envolvidos profissionalmente.
2) Trabalhar por conta de outrém. É o método mais fácil e sem chatices. Fazemos o nosso trabalho e recebemos ao fim do mês sem outras preocupações. Aqui o envio de currículos um processo bastante fundamental ao sucesso da procura de trabalho.
3) Trabalhar por conta própria. Se for viável poderemos ter o nosso próprio negócio. Agarrando num nicho de mercado podemos ter uma ideia que preencha uma lacuna num tipo de negócio e andar para a frente. Hoje em dias há sites que falam em abrir empresas na hora com capitais de 1000€ e podemos até levantar esse capital (depósito obrigatório) uma hora depois mas o problema é quando tratamos das despesas ao fim do mês seja com os empregados, seja para a subsistência do negócio. Se estivermos a receber do fundo de desemprego poderemos até levantar o valor que teríamos direito até ao final do período em vigor e, apresentando um projecto, andar para a frente com um possível negócio. Esta opção, sendo a que levanta maior risco, convém ser amplamente analisada e com todo o cuidado, aprender o máximo de informação para que não restem dúvidas. Se houver um amigo que tenha criado um negócio, melhor. É esclarecer as dúvidas com ele. Para este valor monetário da Segurança Social é sempre necessário existir viabilização num projecto. Para quem tenha capital próprio pode obter mais informação a partir de uma Incubadora de Empresas.
4) Trabalhar lá fora. Há que saber o país onde se quer trabalhar e o custo de vida associado ao ordenado. Em países com um custo de vida inferior um ordenado de 500€ pode ser bastante bom mas não dá para criar um pé de meia para poder voltar um dia para Portugal com alguma independência financeira. Países que ofereçam uma melhor remuneração e com um custo de vida superior são normalmente apreciados por quem quer trabalhar no estrangeiro alguns anos e voltar para cá com um bom pote monetário, ou então mandando vir dinheiro a familiares que se encontrem em dificuldades por terras lusitanas. O ponto crucial a tirar daqui é compatibilizar o custo com o ordenado para se ter uma real noção de se é benéfico arriscar por este caminho.